Mestre Antonio,
Quando criança gostava de
ouvir as histórias e causos de meu
Avô, que por sinal, também se chamava Antonio.
Certo final de tarde de dezembro, num dia de Lua Cheia, após lidar com as
Plantas e a Terra, Vovô se sentou comigo à varanda. Cruzou as pernas, balançou
levemente o corpo - como sempre fazia – e apontou o por do sol no horizonte. Entre
os raios de fogo e as nuvens dançantes, minha
imaginação de criança viu se formar uma extraordinária Cidade ao lado direito do Sol, depois mais à direita, as nuvens e a
Luz formaram a imagem de uma floresta em chamas.
Enquando brincava com
aquelas imagens, ele me disse umas palavras, que eram mais ou menos assim:
“Zezé, MIRA SEMPRE O HORIZNTE... Onde as Iilusões se compõe junto com a
Verdade.
Não olhe muito para cima, nem muito para baixo. O Caminho do Meio é o
horizonte... A dimensão da distância infinita e eterna. O rumo onde somos todos
eternos caminhantes, passageiros viajantes.
O HORIZONTE É VOCÊ OLHANDO VOCÊ... Momento eternizado de um espelho solar.
Ali estão no éter os cinco
elementos: a água; o fogo; o ar; a terra; o amor da Divina natureza. Lá está a
quarta dimensão temporal...
Presta atenção e respeito a
tudo; sinta todo o Universo, seja o Universo.
Nunca esqueça, meu filho: o
viajante sabe que, mesmo em posse de tanta beleza e poder que vislumbra, há
sempre que manifestar a mais profunda gratidão pelo abraço do Creador, pois ‘nenhuma
folhinha caí, senão pela Vontade de nosso Pai!’
OLHE PARA O HORIZONTE...”
Quando
ele termina de dizer essas coisas, percebi que chorava um choro diferente... e,
ao olhar para a Açucena que ele acabara de plantar, notei que o vento falava em
suas folhinhas e que numa delas também havia uma pequenina lágrima.
Mestre Antonio, lhe sou grato por
ajudar, nesse fraternal diálogo, a reavivar essas lembranças.
Em 18.12.2013
José.
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