sábado, 1 de junho de 2013

POESIAS ESCOLHIDAS

LANA E O CAOS

 
Lanterna Mágica de Lantopina...
Lunar breve... e as eternas nuvens negras...
“O céu mostrava o lume eterno das estrelas” (Camões)
Lunática geografia do caos:
Luto da Natureza!
Lanariando nossos corpos e almas...
Lume da razão:
Luzitanizo seu brilho amarelo.
Lusco-fusco, antecipando nosso Crepúsculo.




 

DECLARAÇÃO AOS CINCO ESPÍRITOS E SEU EBÓ

 

Saciados os espíritos de tánatos,

Sobrou o silêncio: “longa duração”!

Esgotou o seu tempo.

Não tenho nada pra dizer-te!

Que não diz um luar ao avesso:

Fonte de Luz perene

na escuridão que sobrou.

Quanto a mim,

conheço uma multidão de espíritos.

Protege-me uma Deusa Medieval multifacetária:

Arlleny de Leon!

Viajo através da vida e da morte,

no inconsciente histórico coletivo.

Cativo, ainda, esta frágil luz de Luar

Que projeta impávido Altar:

Não de espíritos,

mas de Deus!

 

 
 
 

ATESTADO PÓS-MODERNO DE (IN) SANIDADE MENTAL


A vida é um palco
       Fantástico
Onde encenamos nossos sonhos
                 e pesadelos
Ilusões?
Vaidades?
Não estou certo de minha sanidade:
Não sei se me engana a fé,
Se os sentidos ou se
            a razão.
Santanária trindade pós-moderna
                  da enganação!
Oh! Arlleny de Leon!
Evoco o quinto
     Elemento!
Se refaça nos planos do Cosmo
Um pouco de Luz
   neste Palco!

 

RAUL E SEU TEMPO

Nau da modernidade, eterno navegar...
Columbos e Vespúcio sorriem de nós no infinito.
De minha Arca despencam sonhos:
Unicórnios, Dragões, Pégasus...
Pombas retornam tristes dos arroubos solitários.
Grandes alegrias saem é da Cartola:
Coelhos, Pássaros Mágicos e Sorrisos,
para o único Lobo de minha vida.
 
 

COCGNE NO MUNDO DE KLEIO

 
Fui Centauro na noite Quíchua:
Seu clitóris, meus dedos...
Musa grega, contou-me histórias...
Um Kabasu africano rompeu-se.
Fênix ocupou minha’ lma!
Suor, clima, clímax:
Gozo de Concgne!

 

SIGNO

Meu signo é de Atlantis,
sou abissal...
Mas, tenho Luz
na retina!
E meu coração
pesa menos
que uma
pena!

 


  

REFLEXO DE LUAR

 
Lince,
Lobo Argonauta!
Luar,
Lúdico relicário de Messênio!
Lotus,
Lufada fresca de vida!
Rapsódia,
Revoando meus sonhos.
Retorno,
Retina na retina da retina...
Rima,
Ritual em minha poesia!
 




TÁNATOS

Sua morte dentro de mim:
Gosto de sangue na boca...
Pétalas vermelhas trituradas:
Suicida-se a Rosa
em plena primavera!
 
 
 

PSICOGRAFIA SOBRE ZÉ

 
Me lembro dos dias...
Ah! Que tudo sabia.
A esmo aquele tempo remonto.
Não entendia: tinha espada,
que a mim não havia serventia.
E, lá nos Árabes,
Morro de Andaluzia,
visionário que tem irmão...
Me atenho a essa Alquimia!
 



O MITO  DE PANDORA

Estou curioso, Pandora!
Eu, que só tenho a esperança
de encontrar um Muiraquitã
na sua caixinha triangular
e cantar esta Divina Trindade,
como um Quérilos apaixonado.

 


 
 

REAL E IMAGINÁRIO

 

Meu amor é tão real
que usa o imaginário
contrapondo bem e mal
feito filme do calvário.

Meu amor imaginário
desfaço num golpe mortal
perdendo-te e o  Calvário
morrendo na vida real!

Meu amor é tão real
que só te ofereço morte
num sonho paradoxal
na esperança sem sorte.

meu amor é tão real
que se adapta.
Meu amor é tão real
que aos poucos se mata.

Meu amor é tão real, porra!
Que hoje se alimenta de luta,
como um guri na gangorra,
feliz e Filho da Puta!


 
 
 

MENSAGENS


Não tenho um “pager”
Nem um “bip” eletrônico.
Mas tenho um sensor mental,
Romântico e catatônico!




DISTÂNCIA

 

Se estamos longe?
É a distância que nos aproxima.
Nas variadas perspectivas...
Me integro ao seu mundo
na velocidade da Luz.
Sim, estamos longe.
É a distância que nos aproxima:
Mundos diferentes,
únicos no universo,
juntos neste verso!
 
  


PRIMEIRA LÂMINA

Uma cortina de silêncio
desnuda a Lâmina da Morte,
Habita em mim um silêncio obsequioso,
até os pensamentos me cortam.
Impõe-se o silenciar.
O veneno de nossa época:
O vazio...
Caieiros, o Grão-Mestre das palavras,
decretou a insuficiência das mesmas.
Num cansaço fúnebre calou-se,
morreu.
Ah! As palavras!
Tateiam inutilmente a realidade.
Afirmam negando,
traem.

 


 

REVOLUÇÃO

Toda a escuridão nos consome,
Todos os momentos, Luzes.
Eternos produtores da Luz.
A Luz se consome em luzir,
E novas gerações...
A escuridão: esta permanece,
Até a Mãe-Luz, consciência,
Superar-se em um clarão:
REVOLUÇÃO!
 

LA COMÈTE DE LYON

Du sud de Lyon
jusqu’à Avignon
le sourire de Esther
comme une cométe
allume mon couer
Sou son signe
et la lumière de sa Constellation
je me sens Dieu:
ce que me fait triste
c’est le même qui
me réjouit infiniment!





VOLTA AO PALNETA MINAS


Vou voar,
         voar
Nas asas de Beauvoir!
E quando chegar em Minas,
Se Minas lá estiver:
Verei o Templo
            de Minos
Nos olhos de Leila
                         Mulher!
 
 
 
 

FLY TO THE MOON

Strange sensation
Desaired inspiration!
Fly to the moon...

Mirabilis Galaxy!
Fantastic mirrors
Fly to the moon...

Phiromonic ecstasy
Fast Flash!
Fly to the moon...

Sunflowers in your eyes
Stars in my eyes!
Fly to the moon...

Come with me
Dream with me!
Fly to the moon...
 

 


TOTENS

 

Uma lua
e algumas Pedras
A lua cheia
é pra quando eu for
Lobo
As Pedras serão
o altar
Onde devorar-te-ei
aos poucos,
durante tanto tempo,
que não saberei
se devoro ou sou
devorado.